Histórico de Scooters – Situação no Brasil a partir de 2008

Histórico de Scooters

Situação de modelos disponíveis entre 2008 e 2017

Entre 2004 e 2007, foram lançadas as scooters modernas no Brasil, a Suzuki Burgman 125, foi a primeira e única durante um bom tempo, sem alardes, sem grandes campanhas, poucas vendas e publico ainda sem interesse, devido a total falta de reportagens na mídia sobre elas.

  • 2008-A Kasinski fez acordo com a Lifan, maior (nao o melhor) produtor de motores da China.
  • A Traxx, antiga Jialing, monta rede no Nordeste e constrói fábrica em Manaus, com 50 mil metros quadrados e investimento de US$ 5 milhões.
  • A Fei Ying Motor (FYM) opera pequena rede em São Paulo e investe US$ 3 milhões.
  • A Jiangsu Creative Motorcycle produz scooters elétricos com a marca Motor-Z, do grupo Zeppini, que pretende investir US$ 2 milhões.
  • A MVK (Maverick na Argentina) tem pequena rede no Brasil.
  • A Garini, que apesar do nome italiano utiliza tecnologia chinesa, comercializa sete modelos de motos e scooters, e foi vendida para o grupo de transportes Itapemirim, que quer ampliar participação com montagem em Manaus.
  • A Sundown utiliza tecnologia da chinesa Qingqi e é a brasileira que mais cresce, com 4,9% do mercado (2008-2009).
  • Miza tem (+)cinco revendas no Brasil e comercializa clones da Honda ML dos anos 80.
  • O Amazonas voltou ao mercado com motos de pequeno porte da utiliza o fabricante Loncin da China.
  • A Dayang estuda implantação de rede em Florianópolis, mas também de scooters de origem chinesa.
  • A Vento tem origem americana, mas produz suas motos na China e importa para o Brasil, está tecnicamente falida.
  • A ScootersPremium do RJ, importa da china do fabrincante Lon-V, e utiliza atrativos como acessórios cromados e outros detalhes para ter um diferencial.
  • A Burgman 200, foi anunciada no Brasil, mas foi boato e interpretação errada de uma matéria que saiu na revista 2 rodas, onde tbm foi publicada uma errata. Então, B200 no Brasil só em sonho.
  • A Dafra lança a Smart no final de 2009, mesmo fabricante na china da Burgman 125, escolhendo outro modelo de carenagem, para competir no mercado das pequenas, depois do fiasco que esta sendo a Laser e outros modelos, causando fechamento de várias concessionárias.
  • A Honda Lead (lançada em 2009) é um tremendo sucesso de qualidade em todos os aspectos, injeção eletrônica, baixo consumo (42km/l), bagageiro decente, etc, mas nem tudo são flores, sua velocidade é limitada a 80km/h a base de corte de RPM, uma pena, mas fora isso, se tornou a primeira opção de scooter de qualidade e confiável no mercado.
  • Em 2010 a Piaggio MP3 chegou com força, e disponibilizou várias unidades na concessionárias e até em lojas de outras motos, além da opção de 250cc existe a 125cc, com design extravagante, grandona e preço salgado, ainda ficou limitada a alguns. (R$21 a R$32k)
  • Em março de 2010 a polícia apreende várias Burgmans 125 depenadas no centro de SP, onde o mercado negro de peças está crescendo e consequentemente o roubo, que era raro, começou a ser relatado por vários membros.
  • Em Maio de 2010 aparecem rumores e fotos de testes de uma scooter da Dafra 300cc com injeção eletronica, mas nada confirmado ainda pelo fabricante, o Grupo Itapemirim novos donos da Dafra, estão tentando mudar a imagem de produto ruim e nada confiável, com novos produtos e marketing, o difícil será provarem isso.
  • Em Agosto de 2010 a Suzuki e a J.Toledo paralisam a produção da AN125 Burgman, deixando milhares de concessionárias sem o produto, aguardando o lançamento da nova burgman que deve se adequar as novas leis do Brasil, a nova carcaça não oficializada seria uma réplica da Honda Lead (duvidamos muito que seja a mini-b400).
  • Em setembro de 2010 a Dafra 300i é lançada oficialmente, não participa do Salão 2Rodas, mas já pode ser vista nas ruas e em algumas lojas, em pouco tempo já não existem mais disponíveis para venda. Muito bem vista pelos especialistas e bem falada na Europa, preço Brasil de 12 a 13mil, com acabamento mediano, cabe no bolso de muitos. Finalmente temos uma scooter >250cc a um bom preço, apesar de a Dafra ter fama de ser abusiva no valor das peças.
  • Em novembro de 2010 a Suzuki pára de fabricar/importar a Burgman 125, e zera os estoques para entrada do novo modelo, a Honda sem concorrente de peso, chega a ser vendida até em concessionária Suzuki.
  • Dezembro de 2011, scooters se tornam febre em SP, mas ainda são raras fora do estado, o mercado explode em lojas e modelos chineses com os mais variados nomes, mas sem suporte técnico nem peças, tornando o mercado ainda amador e problemático.
  • Em Janeiro de 2011, ouvem-se boatos sobre a união entre a SYM e Aprilia, para importação e montagem de scooters na zona franca de manaus, dando impulso as vendas das italianas. As outras marcas não tem o mínimo interesse no Brasil.
  • Em Fevereiro de 2011 a suzuki faz testes com a nova Burgman125 modelo 2011, com basicamente a mesma estrutura com ajustes no casco e injeção eletronica.
  • A nova burgman lançada em abril 2011 não impressionou e é muito semelhante a Lead em vários pontos, mas a Honda ainda vence no pós-venda e manutenção nas concessionárias, que no caso da Suzuki é ainda uma lástima.
  • Novembro de 2011, surgem diversos modelos GY6 com carcaça “vintage” do tipo das antigas vespas e lambrettas, mas estão sendo dor de cabeça para os consumidores que ainda sofrem com esses modelos chineses que não aguentam o tranco em terras brasileiras.
  • Janeiro de 2012, a Lead finaliza 2011 como a mais vendida no Brasil na categoria scooter, tem se demostrado mais confiável, apesar de a Burgman não ter apresentado grandes problemas, mas o nome Honda pesou muito na decisão dos consumidores.
  • A Yamaha e a Kymco anunciam entrar na concorrência do mercado nacional, com modelos 125/250/500cc, são marcas de respeito e vale a pena aguardar os pronunciamentos oficiais.(update, ambas, pelo jeito desistiram devido ao valor do dolar)
  • Abril de 2012, importadores pioneiros como a Garini, estão praticamente fechando, mantém as vendas para zerar estoques, mas o pós venda já é praticamente nulo, o mesmo acontece com vários importadores oportunistas de GY6, que aproveitaram o boom, venderam e fecharam suas lojas, deixando muitos consumidores sem saber o que fazer. Não comprem scooters que não sejam de fabricantes já consolidados como Honda, Yamaha, Dafra e Suzuki.
  • Outubro de 2012, a Dafra com a Citycom 300i, invade o mercado e se torna líder de vendas do segmento, sem concorrente, nada de “braçada”, a qualidade do produto, fez melhorar a péssima imagem da marca de anos passados.
  • Abril de 2013, A Honda anuncia e lança a PCX 150cc, de grande porte, freios a disco e outros diferenciais, para atingir o público que não quer uma Lead com seu limite de velocidade, mas também não quer uma Citycom300i ou uma Burgman400
  • Maio de 2013  A Kasisnski vai entrar na briga do segmento das 300, e está trazendo um modelo para competir com a Citycom.
  • Agosto de 2013, sem concorrentes diretos a Citycom 300i, é eleita a melhor scooter do mercado no segmento.
  • Outubro de 2013 – Após o salão 2 rodas . Lançamentos – MaxiScooter BMW C600 R$59mil, MaxiScooter Dafra Maxsym 400 R$ 19mil para 2014, Scooter Dafra Cityclass 200i, Yamaha trouxe a MaxiScooter T-Max 530 R$ 42,5mil.  Kymco ficou para a próxima, Yamaha XCity 250 também. Alguns modelos genéricos apresentados, mas sem muita expectativa de vendas.
  • Fevereiro de 2014 – Após o salão duas rodas, apesar das promessas, nada mudou, o dólar alto e altas taxas de importação não estimulam a entrada de novos fabricantes.

  • Junho de 2014 – A Kasinski que estava desistindo do mercado brasileiro, renovou contrato com os chineses e vai se manter no mercado por um tempo ainda.
  • Julho de 2014 – Já aparecem a venda finalmente as SYM 400cc, o sonho de consumo de quem tem uma Citycom.

  • Agosto de 2014 – Modelos “vintage” (estilo antigo), aparecem no mercado e após o período bom (em torno de 1 ano de uso) aparecem as reclamações e problemas de durabilidade das famosas GY6, já é possível encontrar desvalorizações de mais de 50% e ainda é difícil vender.
  • Novembro de 2014 – As T-Max 530cc, já são vistas nas ruas e chamam bastante atenção, uma maxiscooter esportiva de respeito, apesar de rumores a X-City 300 da Yamaha ainda não é oficialmente lançada, devido ao valor altíssimo do dólar e com o mercado não tão aquecido.
  • Dezembro de 2014 – A Dafra começa as vendas da Cityclass 200i , uma scooter intermediária, com assoalho baixo e uma boa potencia, oferece a opção de ter uma scooter pequena, mas potente.
  • Janeiro 2015 – A Cityclass 200i, é uma joga de marketing, com nome alusivo a Citycom, mas ela não é fabricada pela tailandesa SYM, mas pela chinesa BAOTIAN (fabricante da péssima Sundown Future), com o mesmo  pessímo nível de qualidade, acabamento  e durabilidade, pois foi fracasso de vendas na Europa e já saiu de linha por la desde 2012.
  • Fevereiro de 2015 – Mais modelos genéricos invadem o mercado, a Shineray aposta fora das grandes metrópoles atingindo um público desinformado com modelos GY6 de 50cc com foco em quem não tem habilitação, por relatos de usuários elas duram menos quem uma bicicleta.
  • Março de 2015 – A SUN disponibiliza um modelo de carcaça MUITO semelhante a PCX da Honda, mas embarcada em GY6 de motor genérico, cobram praticamente o mesmo valor da scooter da honda, mas com acabamento, potencia e tecnologia menores, e por depoimentos de membros do clube, o pós venda não tem muitas peças pronta entrega e os valores são altíssimos comparados a motos de grande cilindrada de marcas famosas. A justificativa seria o dólar muito oscilante e na casa dos 3,00.
  • Junho de 2015 – A  Cityclass 200i, que utiliza parte do nome da sua irma mais velha, mas apesar de ser da SYM, o modelo nao oferece tantas vantagens e seu acabamento e qualidade não chegam a impressionar, o modelo nao caiu no gosto do publico.
  • Dezembro de 2015 – A Yamaha finalmente expõe a NMax 160, com lançamento para 2016, apesar de ser esperada a XCity 250, decidiram ficar no mercado com a luxuosa e super scooter TMax600 e a Nmax.
  • Janeiro de 2016 – A Honda desde 2015 deixou vazar rumores de lançamento da SH300i, mas finalmente coloca oficialmente no site, e as concessionárias anunciam o valor de 23mil reais, um absurdo, a expectativa era grande para competir com a Citycom, na faixa dos 19mil reais.
  • Junho de 2016 – Já é possivel ver algumas NMax 160 pela cidade e seus usuários gostaram bastante, mas as vendas sao tímidas, devido a grande crise de 2016 e o valor acima da concorrencia.
  • Outubro 2016, a Honda decide parar de vender a Honda Lead, que lembra mais a Burgman e focando na PCX para o segmento de menores urbanas.
  • Junho de 2017, com a crise, vendas em geral caem, mas as scooters se mantem como o único segmento com boas vendas, sem grandes lançamentos das maiores montadoras, dos importadores chineses, muitos fecham as portas e muitos compradores de modelos “retro” tem problemas para encontrar peças.