Tudo sobre fluido e pastilhas para freio

A Fischer

A fabricante nacional de pastilhas, Fischer, produz ótimos produtos, com certificação, encontrados nas principais casas de moto-peças, inclusive produz para modelos de scooters importadas (chinesas, europeias etc), confira no site do fabricante o código do produto e faça o pedido em qualquer revendedor da fischer, eles fazem o pedido na fabrica e terá sua pastilha em pouco tempo. O SCB já utilizou e aprovou, pena que o valor cobrado seja quase identico aos das concessionárias e até semelhante se voce mesmo importar da europa.

www.fischerfreios.com.br

Quais os Tipos de Fluidos de Freio?

Há basicamente dois tipos de fluidos de freio: Os baseados em glicol (DOT 3, 4 e 5.1) e os baseados em silicone (DOT 5). Ambos os tipos, glicol ou silicone, tem prós e contras, porém todas as motos modernas usam os baseados em glicol (DOT 3, 4 e 5.1). O DOT 5.1 é a melhor opção de upgrade para motos que originalmente utilizam DOT 3 ou DOT 4.

Basicamente, quanto maior o número DOT, maior é o ponto de ebulição do fluido, e mais caro também. O DOT 3 é o fluído básico e muitas motos saem de fábrica com ele, enquanto que o DOT 4 é superior em termos de ponto de ebulição e contém aditivos para que a água eventualmente absorvida não altere tanto suas características como ocorre no DOT 3. O DOT 5.1 é um fluido baseado em glicol que devido à forte aditivação apresenta as boas características dos fluidos baseados em silicone (alto ponto de ebulição, baixa característica higroscópica, baixa agressividade à pintura e à borracha) sem os mesmos inconvenientes deste (alto preço e difícil fornecimento).

O fluido DOT 5 é baseado em silicone, criado em meados da década de 70 e atualmente de uso restrito à veículos militares e embarcações. Esse fluido não é higroscópico e não mancha a pintura, mas apresenta um grande inconveniente: Se por ventura alguma umidade penetrar no sistema (através da borracha dos flexíveis, condensação, etc.), esta se concentrará na parte mais baixa do sistema, que nas motos é a pinça de freios – e também a parte que mais se aquece, causando corrosão e fervendo logo acima dos 100ºC., e por isso não é recomendado seu uso em motocicletas e carros.

Pontos de Ebulição dos Vários Fluídos de Freio

Especificação Mínima

Tipo / Cor usual /Seco/Húmido/Seco/Húmido

  • DOT 3 (azul a verde)/205 ºC/140 ºC/220 ºC/150 ºC
  • DOT 4 (vermelho a âmbar)/230 ºC/155 ºC/260 ºC/170 ºC
  • DOT 5 (cristalino, base silicone)/260 ºC/180 ºC/270 ºC/190 ºC
  • DOT 5.1 (amarelo a cristalino)/260 ºC/180 ºC /270 ºC/190 ºC

Importante é rotineiramente trocar o fluido de freio. Um ano é um bom período para troca. O uso de flexíveis de freio em teflon pode até triplicar esse período, pois através deles não haverá contaminação do fluido (mas continua havendo infiltração pela tampa do reservatório de fluído).

Sobre Limpeza do Sistema de Freios

Para limpeza de sistemas de freio hidráulico, o melhor é usar o próprio fluido de freio (novo e do mesmo tipo que será usado no final, não o que já está na moto).

  • – Ao alterar a especificação do fluido deve-se fazer passar o novo fluido pelo sistema de freio até retirar todo vestígio do antigo.
  • – Não use produtos de origem mineral, como óleo de motor (ou mesmo tipo Singer ), gasolina, querosene, óleo diesel, etc. Se for preciso limpar lugares muito estreitos, use o WD40 – mas somente o original, a maioria dos equivalentes usa óleos minerais que contaminarão o sistema.
  • – Também não use líquidos que contenham água, tais como álcool, sabão, etc..
  • – Mantenha sempre as mãos limpas ao manusear os componentes do reparo.
  • – Procure manter a bancada e as mão limpas ao manusear componentes de freio, evitando contaminação ou entrada de impurezas no sistema.
  • – Se usar ar comprimido, certifique-se que o compressor não esteja enviando junto com o ar excessos de água (condensada em seu reservatório) e óleo.
  • – Não use lixa ou palha de aço para limpar os cilindros e reservatórios. Use pano limpo e que não solte fiapos, ou melhor ainda, um pincel de cerdas firmes e que não desfie.
  • – Por fim, nos flexíveis a limpeza consiste somente e fazer passar por eles fluido novo e, se possível, ar comprimido.

Depois de tudo remontado e funcionando, polidor e cera darão aos terminais um belo efeito estético.

Quais os Tipos de Pastilha de Freio?

Orgânica, semi-metálica, metálica, sinterizada ou carbono – São tipos de materiais usados na pastilha de freio. Cada um tem diferentes características que afetam o coeficiente de atrito, a durabilidade da pastilha e do disco de freio, assim como o barulho e o pó gerados na frenagem, entre outros. Ao escolher o melhor material para o seu uso considere, além do aspecto técnico, a qualidade e a garantia oferecidas pelo fabricante e revendedor – peças de melhor qualidade lhe trarão economia no médio e longo prazo, além de maior prazer ao pilotar sua moto. A seguir temos uma visão geral de cada tipo, levando em conta apenas o material construtivo e a tendência de resultado final.

  • Orgânica – Feitas a base de celulose e resina fenólica. Antigamente se utilizava asbesto (amianto) para melhorar as propriedades em altas temperaturas, mas atualmente esse material está proibido por ser cancerígeno. Tem um razoável coeficiente de atrito sob baixos esforços e baixas temperaturas de operação. Desgastam pouco o disco de freio, são baratas e quase não produzem barulho. Por outro lado desgastam-se mais rápido e se degeneram sob alta temperatura (vitrificam). São mais indicadas para uso urbano, sem compromisso com alto desempenho e em motos de pequena cilindrada. São as mais comuns no mercado paralelo.
  • Semi-Metálica (ou ‘organometálica’) – Estas pastilhas tem, tipicamente, latão, bronze e/ou alumínio adicionados em diferentes proporções à resina, de forma à incrementar suas características em altas temperaturas e a resistência mecânica do composto. São pastilhas excelentes para o uso no dia-a-dia de motos médias (250 a 400 cc.). Em relação às orgânicas, tem um custo pouca coisa superior – largamente compensado pela maior durabilidade, eficiência e sensibilidade sem que gerem desgaste adicional no disco de freio. Ao final, suas qualidades estão tornando-as padrão no uso diário nessa faixa de cilindrada. A maioria dessas motos saem de fábrica com este tipo de pastilha, além de motos maiores usando pastilhas com este conposto mas uma grande área de contato – como várias Harley-Davidson.
  • Metálica (também ‘organometálica’) – São parentes próximas das semi-metálicas, sendo adicionado uma maior carga de pó metálico. Isso ressalta as características de sensibilidade e poder de frenagem, sem no entanto agredir o disco de freio. Praticamente todas as motos modernas médias e grandes utilizam originalmente pastilhas metálicas. Em relação às semi-metálicas, estas tem maior vida útil, recuperam-se mais rapidamente após molhadas e trazem ao motociclista frenagens mais progressivas e consistentes. O custo é pouca coisa superior a essas, largamente compensado pelo seu desempenho, e tendência a gerar menos ruídos. Também é indicada para o off-road leve.
  • Sinterizada – Estas pastilhas são feitas de uma mistura de metais em pó – tipicamente alumínio, bronze, cobre, etc. – moldada em alta temperatura e pressão de forma a torna-se um bloco sólido e homogêneo. Podem ser formuladas para funcionarem melhor a baixas, médias ou altas temperaturas, porém usualmente tem comportamento apenas mediano quando frias. Também dependendo de sua composição podem ser mais ou menos agressivas ao disco. É a tendência da indústria motociclística de alto desempenho.
  • Lonas de Freio – São Produzidas com o mesmo material das pastilhas orgânicas, mais adaptado ao menor esforço a que o material de atrito é submetido nesse tipo de freio.

Sangrando o Sistema de Freio da Scooter

A cada dois ou três anos é necessário trocar o fluido de freio. Esse é a rotina mais fácil em relação aos freios: basta colocar uma mangueira plástica no sangrador da pinça de freio e a outra ponta dessa mangueira numa vasilha. Abra a tampa do reservatório dianteiro/traseiro e vá bombando o freio e completando o fluido no reservatório. Verá que o fluido novo tem uma cor diferente do velho, e quando não sair mais fluido antigo o sistema está lavado (usa-se fluido novo para lavar o sistema).

A sangria tradicional é dessa mesma forma, mas com o sangrador fechado (e fluido no reservatório) aperta-se o manete ou pedal e faz-se um movimento de abrir e fechar o sangrador de forma que as bolhas de ar dentro da pinça saiam para a mangueira e não voltem para o sangrador. Tem de ser um movimento rápido porque apenas alguns mililitros são movimentados a cada vez que se aperta o freio. Quando não saírem mais bolhas o sistema está sangrado.

Ao alterar a especificação do fluido deve-se fazer passar o novo fluido pelo sistema de freio até retirar todo vestígio do antigo.

Quando se troca o flexível, a melhor maneira de encher o sistema com fluido é usando uma seringa ligada ao sangrado por uma pequena mangueira (vendida nas motopeças em várias cores), injetando o fluido da pinça para o cilindro-mestre. Depois sangra-se como no parágrafo anterior.

Veja que o flexível de freio pode reter bolhas de ar nos locais onde forma uma curva com a barriga para cima, como acima do guidão da Lander. Para evitar isso solte o flexível na base da suspensão e puxe-o para baixo. Outro detalhe é o parafuso oco de saída do cilindro-mestre, que deve apontar para baixo, evitando que uma bolha fique presa dentro dele.

Eventuais bolhas que chegarem ao cilindro-mestre serão eliminadas por um furo em sua base que as direciona para o reservatório de fluido conforme o freio é usado. Nesse caso, pode ocorrer de inicialmente o freio parecer borrachudo e após algumas frenagens reais (com a moto se movimentando em todos os eixos) essa sensação desaparece.

Estando o cilindro-mestre aberto, cubra-o com um pano limpo e sem pelos, assim evita-se algum respingo de fluido na pintura e também a entrada de alguma impureza.

 

Dicas de Instalação – Flexíveis

– O mecânico sangrou direito? Perguntamos isso pois não basta abrir o sangrador e apenas ir completando o fluido no reservatório. O ar se acumula nas partes mais altas, e isso inclui curvas do flexível com ápice acima do parafuso que liga o flexível ao cilindro mestre e a parte que fica dentro da pinça, porém acima do sangrador. Em algumas motos (XT600E e Canyon500, p. ex.) é preciso soltar as pinças de freio e colocá-las de tal forma que o sangrador seja efetivamente a parte mais alta.

– O meio mais fácil de sangrar um sistema de freio é usando uma seringa de 20 ml (a venda nas farmácias), sem a agulha, e um pedaço de mangueira plástica fina (a venda nas motopeças como mangueira de respiro ). Instale todo o sistema nos lugar – cilindro-mestre, flexíveis e pinça, já apertando os respectivos parafusos com o torque indicado no manual da moto.

Deixe o cilindro-mestre sem a tampa do reservatório e abra o sangrador da pinça de freio. Coloque um pequeno pedaço da mangueira na ponta da seringa e a encha de fluido. Coloque a ponta da mangueira/seringa no sangrador e delicadamente (para minorar a formação de espuma) vá enchendo o sistema da pinça para o cilindro-mestre . Veja que no final é costume o fluido espirar do reservatório do cilindro-mestre (ou transbordar). Cheio o sistema, feche a tampa do reservatório do cil. mestre, o sangrador, retire a seringa e aguarde uns 20/30 minutos para que alguma eventual espuma se dissipe. Faça uma rápida sangria tradicional e está pronto.

– A regulagem do manete muda um pouco. Como o tubo não é expansível, o curso do manete diminui. Assim, o parafuso de regulagem deve ficar um pouco enforcado , pressionando de leve o cilindro mestre, mesmo na posição de descanso do manete (mas a roda continua livre!). Em alguns casos de manetes paralelos, pode ser necessário um pequeno ponto de solda na parte onde o manete encosta no interruptor do freio (fim de curso do manete) para que a luz do freio seja corretamente acionada.

– O fato de o flexível em teflon envergar ao ser pressionado o manete é normal. Isso é devido ao tubo ser rígido porém estar curvado. Quando a pressão interna aumenta todas as paredes do tubo sofrem igual força e isso tende a he dar forma retilínea.

– É importante lembrar que não adianta sangrar um sistema de freio cujo fluído esteja contaminado, pois por melhor que seja feita a sangria, quando a temperatura da pinça de freio aumentar o fluído irá gerar vapor e o freio tornará a se mostrar borrachudo .

fonte: http://www.rcamoto.com.br