Depoimento – B125->Beverly->B125+Lead : Mario

Minha primeira scooter foi uma AN Burgman 125 – 2006 – amarela, comprada 0 km, em dezembro/2005.
Rodei 16.000 km com ela num trajeto de 15 km no trânsito urbano de São Paulo  (Vila São Francisco, na Zona Oeste – Av. Paulista).
Portanto. 30 km/dia.
Fazia uma média de 25 km/l (meu peso é 94kg).
Os problemas que tive com essa scooter foram causados pelas concessionárias Suzuki (uma pior que a outra).
Numa delas (fica perto de um Sinal no Jabaquara), chegaram a substituir um pneu traseiro quase novo por outro careca, além de montar errado o freio dianteiro (disco).
Nos 16.000km mencionados estão incluídas 2 viagens a Sorocaba.
Pura forçação de barra, pois esse modelo é definitivamente urbano.
Mas, enfim, apesar da frágil assistência técnica, gostei tanto de andar de scooter que em 2008 comprei uma Piaggio Beverly Cruiser 500i.e. usada, com 2.500 km, e vendi a Burgman amarelinha.
A idéia era ter um veículo que também pudesse andar bem na estrada.
Rodei 6.000 km com a Beverly, no mesmo trajeto (Vila São Francisco, na Zona Oeste – Av. Paulista) e algumas idas a Sorocaba.
Fazia uma média de 23,5 km/l, no trajeto urbano, e 25,5 km/l na estrada (110/120 km/h).
Porém, logo me dei conta de que no atribulado trânsito de Sampa ‘o mínimo é o máximo’.
Com o aumento da quantidade de automóveis, devido ao aquecimento da economia, ficaram evidentes as limitações da Beverly no trânsito emperrado do meu trajeto, onde a mudança de corredor tornou-se uma manobra frequentemente requerida.
O pêso e o comprimento da maxi-scooter Piaggio (198kg/2,114 m) complicavam as coisas.
Sem contar que as irregularidades do piso logo comprometeram o rolamento do guidão.
A maxi-scooter tinha então apenas 7.200 km!
Li num site norte-americano que isso acontecia com algumas Beverlys devido ao rolamento cônico utilizado pela Piaggio.
Enfim, a representante da marca cobrou R$550 pelo conserto (troca de todo o conjunto rolamento/balança).
Para completar, a representante me entregou a scooter com a caixa plástica do conjunto óptico quebrada.
Nada relataram ao me entregar a scooter, já ao anoitecer, mas percebi que a scooter estava com o barulho alterado.
Não deu outra, na Marginal Pinheiros o farol (refletor e lâmpada) caiu da caixa, ficando pendurado pelos fios.
Foi um sufoco para chegar em casa.
No dia seguinte o representante da marca disse que aquilo não tinha acontecido lá, pois ele ‘já tinha alertado a equipe dele para os cuidados com a desmontagem do farol das Beverly’.
Todavia, ofereceu-se para consertar gratuitamente a caixa plástica, colando as peças.
Detalhe a Piaggio somente vende o conjunto óptico (caixa plástica, refletor e lâmpada).
No representante custava R$650, na Itália EU165 (a nossa carga tributária…).
Resumo, eu mesmo consertei a caixa, laminando-a internamente com algodão/Araldite e pintando tudo com Colorgin para plástico (cor preta).
Achou que ficou mais reforçado que o original e externamente ficou imperceptível.
Todavia, o episódio me fez perder completamente a confiança no representante da marca.
Uma situação séria, já que não havia (e ainda não há) opção no mercado.
Mas a gota d’água foi um incidente que ocorreu meses depois, quando retornava para casa, no túnel próximo ao Shopping  Eldorado (Túnel Vieira de Mello, salvo engano).
Ao frear forte, devido a um ‘apressado’ que mudou repentinamente de pista, num trânsito virtualmente parado, o motoboy que vinha logo atrás entrou na minha traseira.
A sorte foi que o pneu dele prensou o paralama traseiro da Beverly (que é de plástico flexível) contra o pneu da própria scooter.
Nenhum dano material, apenas o susto e a decisão de voltar para uma scooter pequena.
Logo depois comprei uma AN Burgman 125 – 2008 – prata, usada.
Mantive a Beverly, para passeio (apesar dos percalços, a scooter é maravilhosa).
Rodei 22.000 km com a Burgman prata no trajeto urbano já mencionado.
Esse modelo foi mais econômico que a Burgman amarelinha: 29 km/l.
Recentemente, aposentei a Burgman prata  e comprei uma Lead 110 – 2011, usada, com 1.700 km.
Estou muito feliz com a compra e, no geral, acho a Lead 110 superior à Burgman 125 antiga.
Sem contar que as concessionárias Honda são superiores às da Suzuki.
Entretanto, há 3 pontos nos quais, a meu ver, a Burgman antiga é superior à Lead 110:

  • a) Suspensão traseira: o prolink da Burgman absorve melhor as imperfeições do piso;
  • b) Ciclistica: talvez isso seja específico às minhas características de altura/peso (1,82m/94kg), mas o fato é que a posição de pilotagem da Burgman me transmitia mais conforto e segurança;
  • c) Potência: embora a aceleração do motor da Lead seja muito agradável, em função da injeção, o motor da  Burgman antiga  parece mais valente.

Concluindo, ambas são um excelente custo/benefício para se ter mobilidade no complicado trânsito paulistano, onde …o mínimo é o máximo.
Abcs.

Mario M.M.